O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 62.792,79 na manhã desta quinta-feira (9), com alta de 1,13% em 24 horas. O movimento ajudou o mercado global de criptomoedas a recuperar parte das perdas vistas no início da semana, mesmo com o noticiário sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã e o ambiente macroeconômico ainda pressionado.

No mercado tradicional, o quadro era misto: as bolsas da Ásia fecharam sem direção única, as ações europeias operavam de forma indefinida e os futuros de Nova York subiam pela manhã. Entre as dez maiores criptomoedas do mundo, os principais destaques do dia eram:

  • Ethereum (ETH): US$ 1.749,80, alta de 0,67% em 24 horas
  • BNB (BNB): US$ 570,14, alta de 1,34%
  • XRP (XRP): US$ 1,09, alta de 0,92%
  • Solana (SOL): US$ 77,86, alta de 0,73%
  • Dogecoin (DOGE): US$ 0,07247, alta de 1,18%

O que está por trás do movimento

Segundo o cenário descrito pelo mercado, as criptomoedas parecem ignorar, por enquanto, os efeitos mais imediatos do conflito no Oriente Médio. O foco está menos no evento em si e mais nas consequências econômicas que ele pode trazer para os Estados Unidos.

Se a guerra elevar os custos de energia no mundo, a inflação pode ganhar força. Isso tende a levar os bancos centrais a manter juros mais altos por mais tempo, o que encarece o capital e costuma pesar sobre ativos de maior risco, como as criptomoedas. Ao mesmo tempo, parte dos recursos disponíveis segue migrando para teses ligadas à inteligência artificial, o que reduz o dinheiro direcionado ao setor cripto.

Para o investidor brasileiro, esse ambiente costuma significar mais volatilidade em BTC e nas principais moedas, especialmente quando juros globais e apetite por risco entram no centro das decisões do mercado.