O Bitcoin (BTC) voltou ao patamar de US$ 80 mil (aprox. R$ 464 mil) e puxou uma nova alta das ações de empresas ligadas a cripto. Mineradoras e companhias com tesouraria exposta a ativos digitais registraram ganhos de dois dígitos, acompanhando uma recuperação mais ampla do mercado.

Por trás do movimento, a leitura é que o setor cripto está cada vez mais ligado à dinâmica de Wall Street. A Strategy, de Michael Saylor, depende de um mercado disposto a financiar sua estratégia de acumulação de BTC, enquanto a Circle passa a ser vista como uma aposta no crescimento da infraestrutura financeira baseada em dólar.

A alta recente também ganhou suporte de um pano de fundo macroeconômico nos Estados Unidos. O plano do Tesouro americano de dobrar determinadas recompras de títulos de longo prazo ajudou a sustentar a recuperação das ações de cripto, reforçando como o apetite por risco no setor hoje responde também aos movimentos do mercado de capitais tradicional.

Para o leitor no Brasil, isso ajuda a explicar por que o preço do BTC e de ações ligadas a cripto pode reagir não só ao mercado digital, mas também a decisões de política financeira nos Estados Unidos.

O avanço do BTC acima de US$ 80 mil (aprox. R$ 464 mil) também recoloca em foco empresas e redes que vinham sendo observadas como termômetro da retomada, entre elas Strategy, Circle e Solana, em uma recuperação puxada tanto pela atividade on-chain (operações registradas diretamente no blockchain) quanto pela reabertura do mercado para ativos de risco.