A Bitget estima ter perdido mais de US$ 350 milhões (aprox. R$ 1,8 bilhão) em um ataque às suas carteiras. A CEO Gracy Chen disse nesta quinta-feira (24) que endereços de IP ligados a serviços de VPN usados por grupos norte-coreanos levantaram suspeitas sobre a origem da invasão.

Os ativos foram retirados pelas redes XRP, Avalanche, Ethereum, BSC e Arbitrum. Parte das stablecoins — criptomoedas criadas para manter valor estável, como USDT e USDC — foi convertida em Ethereum, possivelmente para dificultar o congelamento dos recursos.

Segundo Chen, não houve participação de funcionários, falsificação de pedidos de saque nem acesso às chaves privadas das carteiras. A corretora afirma que os saldos dos clientes permanecem corretos e que depósitos e negociações continuam funcionando, enquanto os saques estão temporariamente suspensos durante a análise de segurança.

A Bitget informou que absorverá o prejuízo com recursos próprios. Seu fundo de proteção reúne 5.500 BTC, avaliados em US$ 464 milhões (aprox. R$ 2,4 bilhões), valor superior às perdas estimadas.

Para clientes no Brasil, o ponto mais imediato é a suspensão dos saques. A empresa ainda não informou quando o serviço será restabelecido.

A corretora trabalha com outras plataformas e empresas de segurança para rastrear e tentar recuperar os ativos. A dificuldade é alta: no ataque de US$ 1,4 bilhão (aprox. R$ 8,2 bilhões) contra a Bybit, apenas 5,3% dos recursos haviam sido recuperados até então.