Criminosos desviaram aproximadamente US$ 387,5 milhões (aprox. R$ 2,25 bilhões) da Bitget em 24 de setembro, ao manipular o processo interno de saques. Segundo a Chainalysis, o ataque foi executado por hackers norte-coreanos. A exchange concluiu a reabertura gradual dos saques em 2 de outubro, enquanto a investigação continua.
A Bitget informou que seu fundo de proteção voltou a superar US$ 300 milhões (aprox. R$ 1,74 bilhão) após a utilização de Bitcoin do próprio fundo para honrar saques. A CEO Gracy Chen também afirmou que a empresa mantém mais de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bilhões) em capital fora dessa reserva e que conseguiria absorver uma nova perda de centenas de milhões, embora não tenha detalhado quanto estaria disponível imediatamente.
A companhia diz ter congelado cerca de US$ 1,07 milhão (aprox. R$ 6,2 milhões), equivalente a aproximadamente 0,28% do prejuízo. O valor recuperado não foi divulgado. Chen afirmou que a apuração preliminar não encontrou participação de funcionários, mas reconheceu que ainda não sabe como os invasores obtiveram conhecimento suficiente dos sistemas para criar uma ferramenta própria de saques.
Para usuários no Brasil, a capacidade de ressarcimento declarada pela exchange não substitui a avaliação dos controles de custódia e dos riscos de manter recursos em uma plataforma centralizada.
A Bitget afirma ter isolado os sistemas afetados, redefinido acessos internos e restringido a entrada em ambientes sensíveis. Também acrescentou níveis de aprovação para saques e desativou funções comprometidas por uma vulnerabilidade desconhecida em um produto de terceiros. Em análise posterior à entrevista, a Certora estimou que aproximadamente US$ 238 milhões (aprox. R$ 1,38 bilhão) saíram da plataforma após o primeiro bloqueio de saques, deixando em aberto se os novos controles impedirão transferências forjadas quando um alerta for acionado.



