A Bitget tenta recuperar parte dos US$ 387,5 milhões (aprox. R$ 2 bilhões) levados no ataque de 24 de setembro. A CEO da corretora, Gracy Chen, pediu que a THORChain recusasse trocas associadas às carteiras dos hackers.
A THORChain, protocolo descentralizado de troca de criptomoedas entre diferentes blockchains, respondeu que não pode proibir endereços. Os desenvolvedores compararam o funcionamento da rede ao de Bitcoin, Ethereum e BNB Chain, que também podem ser usados para movimentar fundos roubados.
A empresa de segurança MistTrack reacendeu a discussão ao afirmar que US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,2 bilhões) em criptomoedas roubadas da Bybit, em fevereiro de 2025, passaram pela THORChain. A equipe do protocolo disse que uma interrupção emergencial da rede é diferente de bloquear seletivamente uma carteira ou uma troca. Em maio de 2026, um ataque havia levado US$ 10,7 milhões (aprox. R$ 55 milhões) dos pools de liquidez (reservas usadas para viabilizar as trocas), mas os endereços dos invasores não foram colocados em uma lista de bloqueio.
Para usuários no Brasil, a retomada dos saques da Bitget ocorre por redes e ativos, e não de uma só vez.
A Bitget começou a reabrir os saques gradualmente. As retiradas de BTC pela rede Bitcoin foram programadas para voltar em 28 de setembro; as redes Ethereum, BSC, Arbitrum, Base e Optimism, em 29 de setembro; e o USDT nas redes Ethereum, BSC, Solana e Tron, em 30 de setembro. Outros tokens e moedas fiduciárias devem ser liberados em 2 de outubro.




