A Bitget processou 7.131,71 BTC, equivalentes a US$ 593 milhões (aprox. R$ 3,1 bilhões), desde que reabriu os saques de Bitcoin. A movimentação ocorreu após um ataque que provocou perdas de US$ 387,5 milhões (aprox. R$ 2 bilhões) e deixou as retiradas bloqueadas por quatro dias.
Segundo análise publicada na CryptoQuant pelo analista IT Tech, a corretora costumava registrar cerca de 267 BTC em saques por dia. Na primeira hora após a reabertura, foram retirados 3.326,20 BTC em 837 transações. O volume chegou a 5.373,21 BTC nas cinco primeiras horas.
A quantidade retirada equivale a cerca de 26,7 dias do fluxo normal em aproximadamente 24 horas. O analista afirmou que a movimentação não afetou o preço do Bitcoin, indicando que os usuários estavam transferindo as moedas para fora da corretora, e não necessariamente vendendo os ativos.
A Bitget informou que liberaria saques nas redes Ethereum, BSC, Arbitrum, Base e Optimism na terça-feira (29), de USDT na quarta-feira (30) e de outros tokens e moedas na sexta-feira (2). Em uma nova prova de reservas, relatório que compara os ativos mantidos pela corretora com os fundos dos clientes, a empresa declarou um excedente total de 31%. Os índices eram de 107% para USDT, 110% para Ethereum, 154% para USDC, 104% para BNB, 172% para XAUT e 107% para XRP.
Para usuários no Brasil, a corrida por saques reforça o risco de concentrar criptoativos em uma única corretora: a prova de reservas informa os ativos declarados, mas não elimina os riscos operacionais e de custódia.



