A BitGo Holdings teve um salto de receita no segundo trimestre de 2026, mas não conseguiu evitar prejuízo. A empresa informou faturamento de US$ 4,33 bilhões (aprox. R$ 25,1 bi), alta de 79,6% em relação a um ano antes e de 14,7% na comparação com o trimestre anterior.
O que aconteceu: o resultado líquido ficou negativo em US$ 19 milhões (aprox. R$ 110,2 mi), ou US$ 0,16 por ação (aprox. R$ 0,93), após impacto da desvalorização de ativos digitais. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro líquido de US$ 38,3 milhões (aprox. R$ 222,1 mi). Ainda assim, o prejuízo foi menor que o do trimestre anterior, quando somou US$ 60,7 milhões (aprox. R$ 352,1 mi).
A empresa vinha acelerando uma estratégia de ganho de eficiência com inteligência artificial, incluindo automação de tarefas e desenvolvimento de software. Também reduziu sua força de trabalho em 15% em junho. Segundo o CEO Mike Belshe, a BitGo simplificou a estrutura de custos no trimestre, mas o avanço da receita veio de outra frente.
De onde veio o crescimento: a companhia atribuiu a alta principalmente ao aumento das vendas de ativos digitais e criptomoedas e à expansão do negócio de stablecoin-as-a-service (serviço para emissão e operação de stablecoins por empresas). A base de clientes cresceu 26%, enquanto os ativos normalizados mantidos na plataforma subiram 31%, para US$ 65,2 bilhões (aprox. R$ 378,2 bi).
Em números: a BitGo encerrou o trimestre com US$ 159 milhões em caixa (aprox. R$ 922,2 mi) e US$ 147,7 milhões em Bitcoin (BTC) (aprox. R$ 856,7 mi). A empresa também destacou um programa de recompra de ações de US$ 50 milhões (aprox. R$ 290 mi). Já o (indicador usado pelo mercado para medir geração de caixa) ficou negativo em (aprox. ), contra lucro de (aprox. ) no .



