A BitMart informou na sexta-feira (21) que avalia um plano de reestruturação em vez de encerrar totalmente as operações. A corretora disse que a mudança veio após novas conversas com membros da comunidade, stakeholders e consultores profissionais.

Segundo a empresa, o plano pode incluir a retomada gradual de algumas atividades e distribuições aos credores, mas tudo ainda depende de novas análises jurídicas, financeiras, operacionais e regulatórias. A BitMart também afirmou ter contratado o escritório White & Case para cuidar da reestruturação.

Usuários, no entanto, continuam reclamando que não conseguem sacar seus fundos. Nos comentários da publicação da corretora, há relatos de pedidos de retirada travados há semanas e cobranças por respostas da equipe.

No Brasil, casos assim chamam atenção porque afetam diretamente quem deixou cripto em corretoras sem acompanhamento diário. Se a plataforma tiver operação ou clientes locais, o problema também pode esbarrar em questões de custódia, risco de contraparte e eventual apuração de IR.

A empresa já havia anunciado em julho o fim das atividades. A volta ao mercado ocorre sob desconfiança, em meio a lembranças do hack de R$ 1 bilhão em 2021, à ausência de prova de reservas e a centenas de reclamações sobre saques pendentes.

A BitMart disse ainda que vai divulgar um novo cronograma até 9 de setembro.