A BitMart contratou a consultoria de reestruturação Alvarez & Marsal (A&M) para examinar sua situação financeira, os ativos sob custódia e os procedimentos de saque. A corretora disse que a medida faz parte de um plano de ação de curto prazo após restrições nas retiradas de criptomoedas.
Segundo a empresa, a A&M trabalhará com os assessores jurídicos da BitMart para avaliar opções futuras e organizar os saques. A corretora prometeu publicar atualizações contínuas nas próximas três semanas e afirmou que dados financeiros relevantes passarão por verificação independente antes de serem divulgados.
A plataforma também pretende contratar uma terceira parte independente para supervisionar suas operações e a custódia dos ativos — ou seja, a guarda das criptomoedas depositadas pelos clientes.
Clientes continuam relatando dificuldades para retirar fundos. Nos comentários da publicação da corretora, usuários disseram ter ativos travados há mais de 40 dias; um deles afirmou ter US$ 5.800 (aprox. R$ 33,6 mil) retidos na plataforma. As queixas alimentam o temor de que a corretora não tenha recursos suficientes para atender a todos os pedidos de saque.
Para usuários no Brasil, o caso reforça o risco de manter criptoativos em corretoras: se a plataforma interrompe retiradas, o cliente pode perder temporariamente o acesso aos próprios fundos.




