A Bitso e o Mercado Bitcoin (MB) anunciaram uma parceria estratégica no Brasil. O acordo junta as duas plataformas em uma infraestrutura de pagamentos para empresas e muda a rota dos clientes pessoa física da Bitso no país, que passam a investir pelo MB.
Juntas, as empresas dizem somar 15 milhões de clientes e mais de US$ 130 bilhões transacionados por ano (aprox. R$ 754 bilhões). A operação alcança América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.
Para empresas brasileiras, a proposta inclui pagamentos internacionais instantâneos em moeda local e estrangeira, além de contas de pagamento em moeda fiduciária (dinheiro emitido por governos, como o real e o dólar). As opções citadas são dólar, real, peso mexicano, peso colombiano e peso argentino. A parceria também prevê pagamentos internacionais com stablecoins (criptomoedas atreladas a moedas tradicionais para reduzir a oscilação de preço).
Os usuários do aplicativo da Bitso no Brasil serão transferidos para o MB nos próximos dias, segundo as companhias. A partir de 1º de outubro, quem migrar terá taxa zero por um período ampliado na compra e venda de criptomoedas, Renda Fixa Digital com rentabilidade especial e staking turbinado (bloqueio de criptomoedas em uma rede para receber rendimento). Clientes com alta custódia (serviço de guarda dos ativos) também terão assessor dedicado.
Para o leitor no Brasil, a mudança concentra serviços regulados em uma única plataforma e pode afetar a forma de operar com cripto, pagamentos e produtos locais.
A Bitso afirma ter cerca de 10% de todas as transações entre Estados Unidos e México, corredor de remessas que a empresa descreve como o maior do mundo, e mais de 2.000 clientes institucionais. O MB diz que a combinação reforça a infraestrutura de pagamentos com stablecoins no Brasil e a conexão com mercados da região.




