O BNY está levando para blockchain parte da infraestrutura que sustenta seus serviços para fundos. A frente alcança cerca de US$ 8,6 trilhões (aprox. R$ 50,8 trilhões) em ativos e 7,6 milhões de contas.

Fundado em 1784 e primeira empresa listada na Bolsa de Nova York, em 1792, o banco diz que a conversa institucional sobre ativos digitais mudou de fase. Para Carlos Xirau, Managing Director e Head de Latin America do BNY, o foco agora está menos em teste e mais em resolver problemas reais.

O executivo afirmou que os clientes buscam ganhos práticos em liquidação, garantias, serviços de ativos e financiamento. Na visão do banco, blockchain deixou de ser um produto isolado e passou a integrar a infraestrutura que conecta finanças tradicionais e economia digital.

O BNY também vem avançando em stablecoins (criptomoedas pareadas a ativos como o dólar). Depois da integração com a Circle, o banco disse que pode apoiar outros emissores no tempo, desde que a solução atenda a uma necessidade institucional concreta.

Para o leitor no Brasil, isso reforça a pressão por infraestrutura financeira mais rápida e compatível com tokenização, um tema que também conversa com regulação da BCB e da CVM e com a expansão de produtos em reais.

No recorte regional, Xirau disse que a adoção vai variar conforme regulação, infraestrutura e demanda em cada mercado. O BNY também apoiou o programa de ADRs da OranjeBTC no Brasil e enxerga a tokenização de ativos do mundo real (RWAs, ativos reais representados em blockchain) como parte da próxima etapa dessa transformação.