O Bradesco passou a oferecer custódia institucional para ativos digitais e amplia sua atuação em infraestrutura para investidores profissionais. A nova plataforma foi criada para a guarda e a gestão de criptomoedas, stablecoins (criptomoedas atreladas a outros ativos, como moedas) e ativos tokenizados.

O que aconteceu: a solução mira participantes do mercado financeiro, gestores de recursos, fundos de investimento e tesourarias de empresas que procuram uma estrutura especializada para operar com esses ativos. Segundo o banco, a plataforma reúne padrões de governança, segurança, compliance e controles alinhados às exigências do sistema financeiro.

Quem estreia: a Foxbit, uma das corretoras mais antigas do país no mercado de ativos digitais, será a primeira cliente da nova plataforma. O Bradesco diz que a estrutura também foi preparada para integração com diferentes participantes do ecossistema financeiro.

Por que importa: o movimento coloca o banco no segmento de custódia de ativos digitais em um momento de maior demanda institucional por esse tipo de serviço. Entre os diferenciais citados estão monitoramento contínuo de transações e carteiras, controles operacionais e trilhas de auditoria.

Para o mercado brasileiro, a entrada de um grande banco na custódia de cripto reforça a institucionalização desse tipo de serviço e pode ampliar a oferta de infraestrutura para corretoras, fundos e empresas.

Ricardo Barbieri, diretor do Bradesco, afirmou que a expansão leva a experiência do banco em custódia para um mercado com participação institucional crescente. Segundo ele, a proposta é oferecer a mesma governança, segurança e confiabilidade já presentes nas operações de custódia tradicionais do banco.