A Brasil Bitcoin marcou uma nova assembleia para discutir a possível exclusão de Erick Carlos Castilho Crus, sócio com 40% do capital social da corretora. A disputa envolve acusações cruzadas entre os donos da empresa e chegou aos registros da Junta Comercial de São Paulo.
Os sócios-administradores Jorge de Almeida Alves e Marco Vinicius Castellari pedem a retirada compulsória de Crus por supostas falhas de conduta. A justificativa citada nos documentos aponta risco ao andamento dos negócios e atos que teriam prejudicado a rotina da companhia. O pedido se apoia no contrato societário e no art. 1.085 do Código Civil, que trata da exclusão de sócio em determinadas situações, com direito de defesa.
Do outro lado, Crus apresentou propostas para tirar Alves e Castellari dos cargos de administração. Ele também pediu uma apuração externa das contas e repasses da empresa, com preservação integral dos registros para análise por profissionais independentes.
A primeira reunião para votar as pautas estava prevista para a manhã de quarta-feira, 7, mas não houve quórum, ou seja, o número mínimo necessário de participantes para deliberar. A nova chamada foi marcada para segunda-feira, 12, em formato híbrido, com participação presencial no escritório Mattos Filho, em São Paulo, ou por videoconferência.
A pauta inclui os mesmos temas, além de esclarecimentos sobre o impacto técnico da perda de procurações e de acessos a contas operacionais. Também será votada a adoção de mediação prévia obrigatória antes de medidas judiciais mais duras.
Para o leitor no Brasil, o caso chama atenção porque ocorre enquanto corretoras de cripto passam por uma fase mais apertada de adequação às regras do Banco Central. O prazo citado para credenciamento do negócio perante o regulador termina em 30 de outubro.



