O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) representou o Brasil em debates na cidade de Estrasburgo, na França, sobre rastreio e apreensão de criptomoedas até sexta-feira (16), segundo o Livecoins.

Especialistas de mais de 100 países discutiram formas de frear crimes cibernéticos e recuperar patrimônios ilícitos no exterior. Os painéis trataram da cooperação com corretoras para preservar provas digitais e permitir o bloqueio rápido de criptoativos.

Márcio Júlio da Silva Mattos, diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), liderou a delegação brasileira na Conferência Octopus 2026 e na plenária da Convenção de Budapeste sobre crimes na internet.

“A criminalidade utiliza novas tecnologias, ativos virtuais e estruturas distribuídas entre diferentes países”, disse Mattos. “A cooperação jurídica internacional e a capacidade de seguir o fluxo dos recursos são fundamentais para que as autoridades consigam responder a esse cenário de forma efetiva.”

Na quarta-feira (14), o Conselho da Europa abriu a assinatura de um protocolo adicional à Convenção de Varsóvia, voltado a ampliar a cooperação entre países para identificar, apreender e confiscar bens ligados a facções.

A comitiva também discutiu técnicas de rastreamento de criptomoedas e análise de dados que devem reforçar as rotinas do Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim) no Brasil.