O Brasil aparece entre os países com menor custo de energia para minerar Bitcoin (BTC), segundo um levantamento da BestBrokers. Entre os 20 maiores mercados da atividade, o país ficou na posição, com gasto estimado de US$ 111.862 (aprox. R$ 649 mil) em eletricidade para produzir 1 BTC.

O que aconteceu: o estudo indica que a mineração no Brasil gera cerca de 1,49 BTC por dia e consome aproximadamente 1,38 GWh de energia por dia. Com tarifa empresarial média estimada em US$ 0,12 por kWh, o gasto diário com eletricidade chega a US$ 166.539 (aprox. R$ 966 mil).

Em números:sete países da lista têm custo menor que o brasileiro para produzir 1 BTC: Indonésia, Cazaquistão, Noruega, Suécia, Canadá, Rússia e China. A Indonésia lidera, com custo estimado de US$ 61.940 (aprox. R$ 359 mil) por BTC, seguida por Cazaquistão, com US$ 66.563 (aprox. R$ 386 mil), e Noruega, com US$ 66.630 (aprox. R$ 386 mil).

A pesquisa também aponta o peso ambiental da atividade: a mineração de Bitcoin consome cerca de 128 TWh de eletricidade por ano e emite aproximadamente 34,5 milhões de toneladas de CO₂.

Para o leitor brasileiro, o dado ajuda a medir a competitividade do país em energia para mineração, mas não elimina os custos operacionais nem as discussões sobre consumo elétrico e impacto ambiental.