O Brasil assumiu a liderança do Índice de Adoção de Criptomoedas de 2026 da Chainalysis, depois de aparecer na quinta posição na edição anterior. O país não ficou em primeiro lugar em nenhuma das quatro categorias avaliadas, mas teve desempenho consistente em fluxos totais, saldos, economia P2P (transações diretamente entre pessoas) e fluxos internacionais.

Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, enquanto Nigéria, Japão e Coreia do Sul completaram as cinco primeiras posições. A Índia caiu do primeiro para o quinto lugar, o Vietnã recuou da quarta para a 18ª colocação e o Paquistão deixou de aparecer no índice. A China ficou em 12º lugar, impulsionada pelo desempenho na economia P2P.

Na América Latina, o Brasil liderou com US$ 252,5 bilhões (aprox. R$ 1,39 trilhão) movimentados no período. Argentina e México vieram na sequência, com US$ 88,5 bilhões (aprox. R$ 487 bilhões) e US$ 77,6 bilhões (aprox. R$ 427 bilhões), respectivamente. Mesmo com uma queda de 1,6% na atividade brasileira, a participação do país na economia cripto regional subiu de 31,6% em 2022 para 43,7% atualmente.

Para quem opera no Brasil, o avanço ocorre em um mercado cada vez mais influenciado pelas regras do Banco Central e pela expansão de empresas locais.

As stablecoins (criptomoedas que buscam acompanhar o valor de moedas como o dólar) também ganharam espaço. A economia de stablecoins no Brasil cresceu 495%, enquanto o número de carteiras brasileiras com pelo menos US$ 10 mil (aprox. R$ 55 mil) nesses ativos aumentou 347% desde julho de 2024. O crescimento superou México, Argentina e Chile, que registraram altas de 91%, 82% e 47%, respectivamente. Esse tipo de ativo continua sujeito a riscos de mercado, liquidez, custódia e mudanças regulatórias.