O C6 Bank registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita líquida atingiu o recorde de R$ 6,3 bilhões, enquanto os ativos chegaram a R$ 171 bilhões em junho.
- Crédito: a carteira expandida cresceu 38% em 12 meses, para R$ 99,8 bilhões, impulsionada pelo financiamento de veículos e pelo crédito consignado, cujas parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício.
- Provisões: as despesas com PDD, reserva contábil para cobrir empréstimos com risco de não pagamento, mais que dobraram, de R$ 996 milhões para R$ 2,4 bilhões.
- Captação: o total de recursos levantados com clientes e investidores avançou 34%, para R$ 125,6 bilhões. A captação a prazo subiu 36%, para R$ 112,9 bilhões.
O banco atribuiu o aumento da PDD principalmente à expansão do consignado privado, modalidade voltada a trabalhadores com carteira assinada. As operações com garantia, vinculadas a um bem ou recebível, representaram 82% da carteira de crédito.
A inadimplência chegou a 3,6%, ante 3,2% um ano antes. O C6 Bank informou que o índice de atrasos superiores a 90 dias seria de 2,6% sem o efeito da Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional, que alterou os critérios contábeis para o reconhecimento de perdas em carteiras de crédito.
Para o cliente brasileiro, a entrada do C6 Bank na categoria S2 do Banco Central indica que a instituição passou a operar sob uma faixa de supervisão mais rigorosa, após atingir R$ 171 bilhões em ativos.
A classificação S2 faz parte da divisão do Banco Central em cinco níveis, de S1 a S5, definidos conforme o porte, a atuação internacional e o perfil de risco das instituições. O banco terminou o semestre com mais de 42 milhões de clientes e também destacou novos recursos de organização financeira no C6 Assistant, sua ferramenta de inteligência artificial generativa.




