A Cardano Foundation terminou 2025 com uma composição de reservas bem diferente da registrada um ano antes. A fatia de ADA caiu de 76,7% para 51,6% do total, enquanto o Bitcoin subiu de 14,9% para 25,5% e o caixa, equivalentes de caixa e ativos financeiros avançaram de 8,3% para 22,9%. No mesmo período, o valor total dos ativos recuou para 287,5 milhões de francos suíços, cerca de US$ 361 milhões ou R$ 2,1 bilhões, ante US$ 659,1 milhões no fim de 2024.

Segundo os dados citados, a redução em ADA foi mais acentuada em participação do que em volume. A quantidade de tokens passou de 599 milhões para 561 milhões, queda de 6,3%. Já a posição em BTC ganhou peso relativo mesmo com a redução do número de unidades, de 1.054 para 656, em parte por realocações para estruturas de empréstimos e esquemas de investimento coletivo, além da valorização do próprio Bitcoin no período.

Caixa e despesas

O reforço de caixa aparece como resposta direta à necessidade de liquidez. Em 2025, a fundação teve gastos de US$ 29,7 milhões, distribuídos entre desenvolvimento tecnológico, com 40,3%, iniciativas de adoção, com 39,6%, e governança, com 20,1%. A leitura apresentada é que uma reserva maior em ativos menos voláteis reduz a necessidade de vender ADA em momentos de fraqueza do mercado para cobrir despesas operacionais.

  • ADA nas reservas: de 76,7% para 51,6%
  • Bitcoin nas reservas: de 14,9% para 25,5%
  • Caixa e ativos financeiros: de 8,3% para 22,9%
  • Despesas operacionais em 2025: US$ 29,7 milhões
  • Recompensas de staking no ano: mais de 20 milhões de ADA

Para o leitor brasileiro, o caso reforça como tesourarias ligadas a projetos cripto podem buscar caixa e BTC para atravessar períodos de volatilidade, algo relevante também para quem acompanha exposição cambial em real e risco de mercado.

Apesar da mudança, a fundação continuou ativa na rede Cardano e gerou mais de 20 milhões de ADA em recompensas de staking ao longo do ano. A interpretação central é de um rebalanceamento de tesouraria para reduzir dependência do token nativo, ainda que esse tipo de decisão possa ser visto pelo mercado como um sinal sensível quando parte da própria instituição ligada ao protocolo.