Vlad Tenev, CEO da Robinhood, defendeu que empresas não tenham poder de veto sobre certos produtos de ações tokenizadas. A posição vale, segundo ele, quando esses produtos não mudam direitos dos acionistas nem criam novas obrigações para a companhia.
Em publicação no X na sexta-feira, Tenev disse que o consentimento do emissor deve ser exigido apenas se o produto tokenizado alterar os direitos ligados às ações originais, mexer nas obrigações da empresa ou do agente de transferência — a instituição responsável por manter registros de acionistas — ou afetar o livro oficial de ações.
Ações tokenizadas são instrumentos digitais que representam ou fazem referência a ações tradicionais. Na visão do executivo, se o produto criar um instrumento financeiro separado, lastreado em ações livremente transferíveis, sem interferir no registro societário nem nas responsabilidades do emissor, a empresa não deveria ter a palavra final sobre sua criação.
A fala entra no debate sobre até onde vai o controle de companhias listadas quando ativos tradicionais passam a circular em formatos digitais. Para Tenev, a linha divisória está nos efeitos práticos sobre o acionista e sobre a empresa emissora, não apenas no uso de tokenização.




