A Strategy afirmou que uma queda do Bitcoin (BTC) para a faixa de US$ 8 mil a US$ 10 mil (aprox. R$ 46,4 mil a R$ 58 mil) seria o ponto em que a companhia precisaria considerar com mais atenção os riscos ligados à sua dívida. A declaração foi feita pelo CEO Phong Le em entrevista à Bloomberg. Segundo ele, até lá, a empresa se sente segura em relação ao próprio balanço.
Hoje, a Strategy mantém 843.775 BTC, avaliados em cerca de US$ 54,9 bilhões (aprox. R$ 318,4 bi) nas cotações atuais. Ainda assim, a empresa chamou atenção do mercado após duas vendas recentes de Bitcoin, uma de 32 BTC e outra de 3.588 BTC.
O que aconteceu: Le disse que a empresa já atravessou ciclos de alta e baixa desde que começou a comprar Bitcoin em 2020. Ele também reconheceu que as ações da Strategy costumam subir mais do que o BTC nos momentos de euforia, mas caem com mais força quando a criptomoeda entra em baixa.
Em números: O preço médio de compra do Bitcoin pela Strategy está em US$ 75.476 (aprox. R$ 437,8 mil), enquanto o ativo era negociado perto de US$ 65.000 (aprox. R$ 377 mil) no momento citado. Isso deixa a empresa com prejuízo não realizado de cerca de US$ 8,8 bilhões (aprox. R$ 51 bi).
Se o BTC recuasse até a faixa mencionada por Le, a Strategy estaria lidando com uma queda de 86,7% a 89,5% em relação ao seu preço médio de compra. O executivo afirmou que a meta da empresa é manter uma estrutura de capital capaz de resistir aos mercados de baixa e aproveitar os ciclos de alta.
Para o investidor brasileiro, o recado é simples: empresas expostas a BTC podem oscilar ainda mais do que a própria criptomoeda, o que amplia o risco em momentos de queda forte.




