A Visa disse que continuará trabalhando com diferentes stablecoins e que não quer definir qual projeto deve liderar esse mercado. A declaração foi feita pelo CEO Ryan McInerney após questionamentos sobre a OpenUSD, iniciativa apoiada pela empresa e por outras gigantes do setor.

O que aconteceu: McInerney afirmou que a Visa seguirá uma estratégia "multimoeda e multichain" (ou seja, compatível com várias moedas digitais e várias redes blockchain). Segundo ele, o papel da empresa é ajudar clientes a se conectarem ao ecossistema de stablecoins com segurança e escala, independentemente de qual ativo, rede ou infraestrutura acabe prevalecendo.

Por trás da OpenUSD: Ao comentar a Open Standard, responsável pela emissão da OpenUSD, o executivo disse que o projeto foi desenhado com governança neutra e um modelo econômico compartilhado para apoiar a adoção de stablecoins. Ele também observou que esse mercado ainda não ganhou escala de forma ampla, com exceção de alguns usos específicos, como cartões vinculados a essas moedas.

Em números: A USDT tinha valor de mercado de US$ 183,7 bilhões (aprox. R$ 1,06 tri), enquanto a USDC somava US$ 72 bilhões (aprox. R$ 417,6 bi) no momento citado. Já a OpenUSD, anunciada há um mês, ainda não havia estreado no mercado.

Em outro trecho da teleconferência do terceiro trimestre, McInerney disse que a Visa está investindo em "todas as camadas da infraestrutura de stablecoins", incluindo blockchain (a rede que registra as transações), emissão, carteiras, infraestrutura, orquestração e aplicações. Ele também destacou o lançamento da Visa Stablecoin Platform, criada para que parceiros liquidem operações com stablecoins, além da integração dessa frente à Pismo.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: grandes empresas de pagamentos seguem tratando stablecoins como infraestrutura financeira, o que pode influenciar integração com carteiras, liquidação internacional e serviços oferecidos por plataformas que atuam no Brasil.