A Bitget perdeu US$ 387 milhões (aprox. R$ 2,24 bilhões) em um ataque atribuído a hackers ligados à Coreia do Norte. Segundo a Chainalysis, os fundos deixaram a exchange em três horas e foram espalhados por diferentes redes e protocolos.
A divisão identificada pela empresa foi de 49,7% em Ethereum, 40,8% em XRP, 7,6% em Zcash e 1,8% em Tron. Uma força-tarefa acompanhou as transações em tempo real, usando inteligência artificial para automatizar o rastreamento entre blockchains, redes distintas que registram transações de criptoativos.
A Chainalysis diz que tarefas que normalmente exigiriam mais de 20 horas de análise manual foram concluídas em menos de dez minutos. No caso do XRP, os invasores teriam recorrido a protocolos de liquidez entre redes para converter os ativos em bitcoin; os registros públicos das operações ajudaram os investigadores a relacionar depósitos e retiradas.
Para usuários no Brasil, o caso mostra como transferências entre redes podem dificultar o rastreamento de criptoativos roubados. A rapidez na identificação dos fluxos pode dar a corretoras, emissores de stablecoins e autoridades uma oportunidade de bloquear parte dos fundos.
Segundo a Chainalysis, o roubo elevou para mais de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bilhões) o total de criptomoedas subtraídas em 2026 por grupos associados ao governo norte-coreano. A empresa afirma que os responsáveis usaram pontes entre blockchains, trocas instantâneas, exchanges descentralizadas e serviços de ocultação de transações para dispersar os recursos.


