Przemysław Kral, chefe da exchange de criptomoedas Zondacrypto, estaria tentando obter uma pena menor em troca de depor sobre um caso que envolve suspeitas de fraude em larga escala. Segundo o veículo polonês Onet, ele passou a cooperar com promotores da Polônia.

De acordo com a reportagem, o depoimento pode incluir detalhes sobre o financiamento de políticos de direita pela própria Zondacrypto. A apuração cita uma acusação ligada ao colapso da empresa.

Os promotores estimam que os clientes perderam pelo menos 2,4 bilhões de zlotys poloneses (US$ 650 milhões, aprox. R$ 3,8 bilhões). Os investigadores afirmam que só parte do dinheiro dos clientes foi usada para comprar criptomoedas; o restante teria sido transferido para contas privadas controladas por gestores da exchange.

Para quem está no Brasil, casos assim reforçam o peso de custódia, transparência e prova de reservas em corretoras de cripto, temas que também entram no radar regulatório da CVM e do BCB.