A Circle, emissora da USDC, pediu à Comissão Europeia mudanças nas regras da regulação MiCA para stablecoins, ativos digitais projetados para manter valor estável em relação a uma moeda. A empresa publicou a solicitação nesta quinta-feira (1º).
Pelas normas atuais, emissores precisam manter pelo menos 30% das reservas em bancos comerciais. Para empresas de maior porte, como a Circle, o percentual sobe para 60%. Na semana passada, o Sistema Europeu de Bancos Centrais propôs elevar o patamar geral para 40%, enquanto Paolo Ardoino, CEO da Tether, também criticou a exigência.
A Circle afirmou que apenas 3 das 30 maiores stablecoins por capitalização de mercado são compatíveis com o MiCA: USDC e EURC, da própria empresa, e USDG, emitida pela Paxos. A companhia defendeu uma política de reciprocidade transatlântica para que a União Europeia reconheça stablecoins estrangeiras, em linha com uma possibilidade prevista no Genius Act dos Estados Unidos.
A empresa também pediu o fim de dois limites definidos pela Autoridade Bancária Europeia: o teto de 35% para exposição a um único governo e o limite de 1,5% dos ativos bancários por instituição. Segundo a Circle, essas regras dificultam a manutenção de reservas em ativos soberanos líquidos e obrigam grandes emissores a trabalhar com dezenas de bancos, elevando a complexidade operacional e o risco.




