A Justiça dos Estados Unidos condenou Raheim Hamilton, de 30 anos, a 40 anos de prisão por sua participação na criação do Empire Market, plataforma de comércio ilegal na dark web — parte da internet acessada por ferramentas específicas. O Departamento de Justiça americano anunciou a sentença na quarta-feira (7).
O mercado funcionou entre 2018 e 2020 e intermediou mais de 4 milhões de transações, movimentando mais de US$ 430 milhões (aprox. R$ 2,5 bilhões). Segundo as autoridades, a venda de drogas predominava na plataforma e somou quase US$ 375 milhões (aprox. R$ 2,2 bilhões) em vendas líquidas. Entre as substâncias negociadas estavam fentanil, cocaína, metanfetamina e heroína.
A plataforma também oferecia dados pessoais roubados, credenciais de contas comprometidas, moeda falsificada e ferramentas para invasão de computadores. Todas as transações usavam criptomoedas. Segundo o Departamento de Justiça, o site incentivava o uso de misturadores de criptomoedas, serviços que dificultam o rastreamento dos recursos, e de criptografia para proteger as comunicações entre usuários.
Hamilton havia se declarado culpado no início do ano e concordado em entregar bens e recursos obtidos ilegalmente. O acordo inclui cerca de 1.230 bitcoins, avaliados em US$ 101 milhões (aprox. R$ 586 milhões), além de três imóveis na Virgínia.
O outro cocriador do Empire Market, Thomas Pavey, de 41 anos, também se declarou culpado e aguarda a definição de sua pena. Ele concordou em entregar aproximadamente 1.584 bitcoins, além de barras de ouro, automóveis e imóveis.



