Relatos de usuários colocaram a Coldcard no centro de um alerta de segurança depois que um endereço ligado aos supostos roubos recebeu cerca de 159 transações em 24 horas. No total, esse endereço acumulou 594 BTC, avaliados em US$ 38,5 milhões (aprox. R$ 219,5 mi).

Um dos casos mais comentados foi o de um investidor que disse ter perdido cerca de 0,79 BTC, o equivalente a US$ 51 mil (aprox. R$ 290,7 mil), guardados em uma carteira de hardware da marca. Segundo o relato publicado no Reddit, a carteira teria sido esvaziada sem que ele fizesse movimentações além do envio inicial dos fundos.

O que aconteceu: Jameson Lopp, cofundador da Casa, afirmou ter sido procurado por outro usuário que também sofreu perda parcial usando uma Coldcard. A discussão na comunidade passou a girar em torno de uma possível falha na geração das chaves, com suspeitas sobre baixa entropia no gerador de números aleatórios, ou seja, pouca aleatoriedade na criação da seed.

O que está em análise: Outro ponto levantado por usuários é que quase todos os endereços esvaziados seriam do tipo bech32, iniciados por bc1. Uma das hipóteses citadas sugere um problema que teria afetado apenas determinados caminhos de derivação BIP84 e, em alguns casos, levado ao roubo de apenas parte dos fundos.

A Coinkite, desenvolvedora da Coldcard, publicou um aviso de segurança dizendo que usuários da COLDCARD Mk3 com firmware a partir da versão 4.0.1 podem estar em risco. Pela análise inicial da empresa, os modelos Mk4, Q e Mk5 não foram afetados. A fabricante orientou os clientes a migrarem os fundos para uma nova carteira com calma e cuidado.

Para o brasileiro que guarda BTC por conta própria, o caso reforça um ponto básico: seed, passphrase e modelo de carteira precisam ser revisados com atenção, porque uma falha desse tipo pode atingir fundos mantidos por anos sem movimentação.