Uma carteira na Tron tinha US$ 37,3 milhões (aprox. R$ 214,9 milhões) em USDT quando a Tether iniciou o bloqueio, em 5 de junho de 2025. A aprovação levou 5,7 minutos, e o saldo foi transferido dois minutos antes da execução final.

A BitOK diz que a Tether hoje conclui um bloqueio típico de USDT mais rápido do que há um ano. Mesmo assim, a primeira aprovação ainda expõe o endereço na blockchain antes que assinaturas suficientes fechem o congelamento.

Entre 1º de maio de 2024 e 9 de maio de 2026, a análise encontrou 107 interceptações bem-sucedidas, com US$ 127,6 milhões (aprox. R$ 736,8 milhões) saindo de endereços bloqueados no intervalo entre a ordem e a execução. No período anterior, foram US$ 20,9 milhões.

O USDT é a maior stablecoin do mundo, com valor de mercado próximo de US$ 183 bilhões (aprox. R$ 1,06 trilhão). O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu a colaboração da Tether em um caso de fraude de US$ 225,3 milhões (aprox. R$ 1,30 bilhão) em 2025, e a T3 Financial Crime Unit diz ter bloqueado mais de US$ 300 milhões (aprox. R$ 1,73 bilhão) em 23 jurisdições.

Na prática, a Tether bloqueia USDT ao adicionar o endereço à lista negra do contrato do token. No Ethereum e na Tron, a ordem passa por uma carteira multisig, ou seja, uma carteira que exige várias assinaturas antes de agir.

Para quem está no Brasil, isso mostra que stablecoins como USDT podem ser travadas pelo emissor antes de chegar a corretoras locais ou a saídas em PIX, o que reforça a importância de rastreabilidade e de controles de custódia.

A BitOK também observou casos em que a Tether praticamente eliminou a espera quando houve coordenação prévia. Em março de 2026, a mediana no Ethereum caiu para zero minuto; na Tron, ficou em .