Os criptoativos já alcançaram uma base de 17,2% entre brasileiros acima de 16 anos que dizem ter ou já ter tido dinheiro investido nessa classe, segundo levantamento da Paradigma com o Datafolha. Isso equivale a 29 milhões de pessoas.
O número supera os investidores em títulos públicos ou CDBs (15,1%), dólar (14%) e ações (7,4%). A poupança segue na frente, com preferência de 57,1% dos brasileiros, apoiada em segurança, liquidez diária e fácil acesso.
As criptomoedas são ativos digitais registrados em blockchain (um livro-razão digital compartilhado e imutável). Elas operam de forma descentralizada, sem regulação de um banco central, e podem ser usadas em compras e outros pagamentos.
66,4% dos brasileiros conhecem a classe, e 59% desse grupo a veem como uma forma de diversificar os investimentos. O ponto de atrito ainda é a complexidade: 77% dos que conhecem criptomoedas ainda consideram a tecnologia complexa, e 42% dos que nunca compraram dizem não entender do assunto.
No Brasil, isso ajuda a medir o espaço que cripto já ganhou no varejo, mas também mostra que a barreira de compreensão segue alta. Para quem acompanha corretoras locais, impostos e a relação com o real, o interesse existe, mas a decisão ainda passa por educação e risco.




