A CVM apresentou os avanços do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) durante um encontro na sede da FGV Direito, em São Paulo, na quinta-feira (8). O grupo reúne 14 superintendentes e mantém atas das reuniões disponíveis no site da autarquia.

O Projeto Piloto DLT — sigla em inglês para tecnologia de registro distribuído, usada para compartilhar e validar dados em uma rede — vai testar etapas como emissão, oferta, distribuição, custódia (guarda dos ativos) e liquidação de valores mobiliários. Os resultados devem ajudar a orientar uma futura regulamentação para valores mobiliários digitais no Brasil.

Para o mercado brasileiro, os testes podem influenciar as regras que serão aplicadas à negociação e ao registro de ativos digitais, mas ainda não representam uma autorização geral para esse tipo de operação.

O grupo trabalha em quatro frentes: normas, infraestrutura, governança e inteligência artificial. A CVM também informou que pretende entregar, até o fim de 2026, um sistema de supervisão baseado em inteligência artificial, com apoio de ANCORD, ANBIMA e ABRASCA.