A CVM participou na segunda-feira (5) do sexto Simpósio Anual de Regulação de Blockchain da Universidade de Direito de Fordham, em Nova York. O presidente da autarquia, Otto Lobo, falou sobre a agenda brasileira para tokenização no mercado de capitais.

Tokenização é a representação digital de ativos em uma rede blockchain, o que pode facilitar registro, negociação e acompanhamento de operações. Segundo Lobo, a CVM vem ajustando sua forma de fiscalizar o mercado e criou o Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT), com superintendências da própria autarquia e integrantes do mercado.

Para quem investe no Brasil, o ponto central é regulatório: a CVM sinaliza que quer acompanhar a tokenização de ativos com novas ferramentas de supervisão, sem deixar a proteção do investidor fora da agenda.

“Estamos fazendo uma nova supervisão do mercado brasileiro, modernizando estratégias e desenvolvendo os trabalhos de tokenização no mercado de capitais. Nos últimos meses, formamos o Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) com a participação das nossas superintendências e integrantes do mercado. Até o fim do ano, começaremos a testar o trabalho de supervisão baseado no processamento de dados com o auxílio de inteligência artificial”, disse Lobo.

O evento também discutiu regras para inovações financeiras, com foco no avanço da tokenização e da inteligência artificial. Lobo manteve diálogo com Michael Selig, que preside a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) nos Estados Unidos.

Antes da viagem aos EUA, a CVM esteve em Milão, na Itália, entre 22 e 24 de setembro, para o encontro do Comitê de Regulamentação de Mercados Secundários da IOSCO. No painel, Lobo tratou da inserção da tokenização na economia brasileira e defendeu sistemas automatizados para melhorar a análise de negociações no país.