O Distrito Federal liderou as buscas proporcionais por investimentos no Brasil, com 57,3 consultas por 100 mil habitantes. São Paulo apareceu em seguida, com 53,8, de acordo com levantamento da Nova Futura baseado no Google Brasil.
O estudo considerou o volume médio mensal de pesquisas pelo termo “Investir” entre julho de 2025 e junho de 2026, ajustado à população de cada estado. O indicador mede o interesse no ambiente digital, mas não revela necessariamente intenção de compra ou comportamento financeiro.
Cerca de 36% da população adulta brasileira investe, o equivalente a mais de 60 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Anbima em parceria com o Datafolha. O percentual ficava próximo de 31% em anos anteriores. A Anbima projeta ainda a entrada de 8,7 milhões de novos investidores em 2026.
O levantamento relaciona a concentração do interesse nas regiões Sul e Sudeste à maior renda média e ao nível de escolaridade. Dados da B3 indicam que quase metade dos investidores brasileiros está no Sudeste; entre os investidores, 34% têm ensino superior e 45% concluíram o ensino médio.
Para o leitor no Brasil, as buscas mostram interesse crescente por investimentos, mas não substituem a análise do próprio orçamento, do perfil de risco e da liquidez de cada produto. CDBs, ações, fundos imobiliários e criptomoedas têm características e riscos diferentes; criptoativos, em particular, podem apresentar volatilidade extrema e perdas acentuadas.



