O bitcoin (BTC) encerrou setembro com alta de 6,36%, resultado positivo, mas modesto em comparação com outros meses. No trimestre, porém, a valorização superou 42%, com o ativo passando de US$ 61.215 (aprox. R$ 336,7 mil) para US$ 87.180 (aprox. R$ 479,5 mil), segundo levantamento do CryptoRank.
Para Luis Kuniyoshi, analista de criptoativos da Empiricus, a recuperação iniciada em 19 de agosto manteve o bitcoin acima do desempenho do S&P 500, da Nasdaq e do ouro. Ele atribui parte do movimento à liquidez ainda favorável, apesar dos juros elevados nas principais economias, e ao fato de as bolsas americanas permanecerem próximas das máximas.
Depois da alta, o bitcoin passou a oscilar perto de US$ 83 mil (aprox. R$ 456,5 mil). A faixa entre US$ 82,5 mil (aprox. R$ 453,8 mil) e US$ 83 mil é apontada como um suporte relevante para a estrutura recente. Uma retomada mais consistente dependeria de nova alta liderada pelo BTC, continuidade da demanda por ETFs (fundos negociados em bolsa) e, em seguida, rotação de capital para altcoins, criptomoedas alternativas ao bitcoin.
Outubro costuma ser chamado de Uptober por registrar, historicamente, a maior frequência de fechamentos positivos e a melhor mediana de retornos do bitcoin. A sazonalidade, porém, não assegura ganhos. O mercado também foi impulsionado por liquidações de posições vendidas, em um movimento conhecido como short squeeze, quando investidores que apostavam na queda precisam recomprar o ativo. A volatilidade continua elevada, e o desempenho passado não elimina o risco de perdas.



