O Drift Protocol iniciou nesta quinta-feira (1º) os pagamentos às vítimas do ataque ocorrido em 1º de abril. O incidente provocou perdas de US$ 285,3 milhões (aprox. R$ 1,65 bilhão), mas o fundo de reembolso começa com apenas 3,1 milhões de USDT, cerca de 1,1% do total.

Os desenvolvedores afirmam que o fundo poderá crescer com depósitos diários da receita do protocolo e com os 127,5 milhões de USDT prometidos pela Tether após o ataque. Parceiros estratégicos também se comprometeram a fornecer 20 milhões de USDT, enquanto até US$ 9,2 milhões (aprox. R$ 53,4 milhões) em recursos roubados foram congelados.

Para distribuir os créditos, o protocolo criou o token DFX na rede Solana. A emissão foi fixada em 299.500.810,998 DFX, na proporção de um token para cada USDT de perda verificada. Os usuários podem queimar DFX para receber USDT, negociar os tokens em mercados secundários ou mantê-los à espera de novos depósitos no fundo, mas o ativo está sujeito à volatilidade e não garante recuperação integral das perdas.

A reivindicação deve ser feita com a carteira que controlava a conta do Drift em 1º de abril de 2026, pelo portal oficial do DFX, até 00:00 UTC de 1º de janeiro de 2028. Tokens não reivindicados serão queimados após o prazo. O protocolo informa que, no início, cada DFX queimado dará direito a 0,0104 USDT; se 10% da oferta for destruída, os resgates futuros receberão 11% a mais de cada novo depósito.