A equipe por trás da TRUMP transferiu 10,73 milhões de tokens, avaliados em US$ 16,90 milhões (aprox. R$ 84,5 milhões), para três carteiras de custódia da Fireblocks, de acordo com dados publicados pela Arkham no domingo (26). A operação voltou a colocar o projeto no radar do mercado, que tenta entender o que esse tipo de movimentação sinaliza.

O que aconteceu: a TRUMP é uma memecoin criada na blockchain Solana e associada à base de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Hoje, ela aparece como a quinta maior memecoin em valor de mercado, atrás de PEPE, MemeCore, Shiba Inu e Dogecoin. A Fireblocks atua com custódia, serviço de guarda de criptoativos com camadas extras de segurança.

Por que importa: não é a primeira transferência desse tipo. Há cinco meses, a equipe já havia movido 48,25 milhões de tokens, equivalentes a US$ 172,3 milhões (aprox. R$ 861,5 milhões), para carteiras frias da Fireblocks e da BitGo. No mercado, envios para custódia ou cold wallet (endereço mantido fora da internet para armazenar ativos por mais tempo) costumam ser lidos como sinal de retenção, e não de venda imediata.

O movimento acontece num momento de forte desvalorização. Segundo a CoinGecko, a TRUMP era negociada a US$ 1,54 (aprox. R$ 7,70), uma queda de 97,86% em relação à máxima histórica de US$ 73,43 (aprox. R$ 367,2) registrada em 19 de janeiro de 2025.

Em números: mesmo com a fraqueza das memecoins e do mercado cripto em geral, baleias continuam acumulando o token. No jargão do setor, baleias são investidores que concentram grandes quantidades de um ativo. A leitura é que esses participantes aproveitam os preços mais baixos para montar posição, enquanto parte do varejo reduz exposição.