Mike McGlone, estrategista da Bloomberg Intelligence, considera que o Bitcoin teve desempenho ruim em comparação com o Nasdaq-100, índice formado por grandes empresas não financeiras listadas na Nasdaq. Segundo ele, a criptomoeda tem volatilidade, ou variação de preço, três vezes maior que a do índice, mas está no mesmo patamar relativo observado no topo de 2017.

A análise contrasta com a alta do Bitcoin em dólar desde aquele período. McGlone acertou ao prever, em 2020, que a criptomoeda chegaria a US$ 100 mil (aprox. R$ 570 mil), mas sua projeção mais recente de retorno aos US$ 10 mil (aprox. R$ 57 mil) ainda não se confirmou.

Em uma conversa com Scott Melker, Michael Howell e Dave Weisberger, o estrategista ironizou o uso do termo “smart money” para descrever investidores de Bitcoin. Para McGlone, se esses participantes forem considerados inteligentes, estão mal posicionados porque apresentam desempenho fraco em relação ao Nasdaq-100.

Ele também atribuiu parte do problema à quantidade de ativos no mercado cripto, que dispersaria o capital entre vários projetos. Como comparação, citou os metais preciosos, grupo que, segundo ele, inclui apenas ouro, prata, platina e paládio. McGlone afirmou que a platina, mesmo após atingir cerca de US$ 2.200 por onça (aprox. R$ 12.540) em 2008, estava em US$ 1.700 (aprox. R$ 9.690) no momento mencionado.

Para quem investe no Brasil, as comparações envolvem ativos cotados em dólar e não consideram automaticamente o efeito da variação do real sobre o resultado em reais.