Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram US$ 3,8 bilhões em entradas líquidas ao longo de 2026, segundo dados da SoSoValue. Desse total, US$ 2,42 bilhões foram captados entre 6 e 22 de abril. Ainda assim, o Bitcoin segue perto de US$ 78.000, nível 38% abaixo do topo de outubro de 2025, quando alcançou US$ 126.100.
O avanço do capital institucional ocorre em paralelo a um mercado sem direção clara. Em 2026, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America abriram canais formais de exposição ao BTC, ampliando a distribuição de produtos regulados ligados ao ativo. Ao mesmo tempo, a Standard Chartered vê risco de queda até US$ 50.000 antes de uma recuperação mais consistente.
O que os dados mostram
- Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA captaram US$ 1,32 bilhão apenas em março, revertendo saídas observadas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
- Em 17 de abril de 2026, esses fundos registraram US$ 663,9 milhões em um único dia, o maior fluxo diário do ano até agora.
- Pesquisa da Coinbase com a EY-Parthenon mostrou que 73% dos investidores institucionais entrevistados pretendem aumentar alocações em ativos digitais em 2026, enquanto 66% já acessam cripto via ETFs ou ETPs.
- A Avenir mantém US$ 908 milhões em IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, e trabalha com a Bitfire em uma estratégia regulada denominada em Bitcoin em Hong Kong, com previsão de atrair mais de 10.000 BTC.
Além do aumento da demanda institucional, o mercado também ficou mais sensível a oscilações. A profundidade do livro de ordens do Bitcoin caiu de US$ 8 milhões em 2025 para cerca de US$ 5 milhões atualmente, o que pode ampliar movimentos de alta e de baixa. Nesse contexto, projeções para o fim de 2026 seguem abertas: há cenários que apontam consolidação entre US$ 75.000 e US$ 90.000, metas de US$ 100.000 a US$ 112.000 e, no caso mais otimista, faixas entre US$ 125.000 e US$ 165.000.
Para o investidor brasileiro, o avanço de produtos regulados nos EUA reforça a importância de acompanhar como fluxos institucionais externos podem afetar o preço do BTC em reais, inclusive em corretoras locais.




