Os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos registraram oito pregões seguidos de entradas e somaram US$ 2,8 bilhões (aprox. R$ 16,2 bi) no período. É a sequência contínua mais forte desde meados de abril e coincide com a volta do BTC ao patamar de US$ 80 mil (aprox. R$ 464 mil) nesta quinta-feira, 27.

O destaque ficou com o IBIT, da BlackRock, responsável por US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) das entradas recentes, cerca de 72% do total. Em entrevista à Bloomberg, Robbie Mitchnick, chefe de ativos digitais da gestora, disse que a demanda pela solução deve continuar crescendo à medida que mais investidores buscam acesso ao produto e reavaliam riscos ligados à custódia de ativos.

No acumulado de agosto, os ETFs já somam entradas líquidas de US$ 3,27 bilhões (aprox. R$ 19 bi), com cinco pregões ainda restantes no mês. Segundo dados citados pela reportagem, este já é o maior volume mensal desde outubro de 2025. O desempenho acompanha a valorização do Bitcoin, que sobe 26,4% em agosto, no que seria o terceiro melhor mês de agosto da história do ativo.

O BTC era negociado na faixa de US$ 80.300 (aprox. R$ 465,7 mil), com alta de 3,2% em 24 horas. Outras criptomoedas também avançavam, como Ethereum (3,3%), BNB (2,3%) e XRP (6,6%). Ao mesmo tempo, o índice de medo e ganância entrou em nível de “ganância extrema”, sinal de que o mercado pode enfrentar uma correção antes de tentar estender o rali.

Para o investidor no Brasil, o movimento dos ETFs nos EUA costuma influenciar o preço do BTC também nas corretoras locais, já que aumenta a entrada de capital institucional no mercado global.