Os ETFs spot de Solana (SOL) nos EUA receberam US$ 60,91 milhões (aprox. R$ 335 milhões) em 27 de agosto, quase sete vezes o volume da sessão anterior. Foi o terceiro maior ingresso diário desde o lançamento desses fundos e o maior desde 3 de novembro de 2025.
Os dados da SoSoValue mostram que o total acumulado de entradas subiu 4,83% em um dia, chegando a US$ 1,322 bilhão (aprox. R$ 7,27 bilhões). O volume negociado mais que dobrou para US$ 196,82 milhões (aprox. R$ 1,08 bilhão). O BSOL, da Bitwise, respondeu por cerca de 66% do total, embora cinco dos nove fundos tenham registrado aportes.
O número chama atenção, mas não elimina um precedente incômodo. Em 28 de outubro de 2025, a SOL atraiu US$ 69,45 milhões (aprox. R$ 382 milhões) em ETFs e depois caiu 20,1% em sete dias e 27,5% em um mês. Em 3 de novembro de 2025, nova entrada de US$ 70,05 milhões (aprox. R$ 385 milhões) foi seguida por uma queda de 21,1% nas duas semanas seguintes.
Ao mesmo tempo, os fundamentos da rede avançaram. Os ativos do mundo real tokenizados na Solana bateram US$ 4,167 bilhões (aprox. R$ 22,9 bilhões) em 25 de agosto, enquanto o número de investidores cresceu 12,12% em 30 dias, segundo a RWA.xyz. Na rede, as taxas subiram 37,29% no mês, os depósitos em DeFi (serviços financeiros em blockchain, sem intermediação de bancos) avançaram 24,36% para US$ 5,96 bilhões (aprox. R$ 32,8 bilhões), e a fatia da Solana no volume das exchanges descentralizadas chegou a 31,16%.
Para o leitor no Brasil, o dado sugere mais apetite global por exposição à , mas não muda o risco básico: entradas fortes em ETFs não garantem continuidade da alta e podem coincidir com realização de lucros.




