O Tesouro dos EUA ampliou as sanções contra o setor de ativos digitais do Irã após afirmar que uma corretora sediada nos Emirados Árabes Unidos processou mais de US$ 100 milhões (aprox. R$ 580 milhões) em criptomoedas ligadas à venda de petróleo iraniano.

Na segunda-feira, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) anunciou determinações de sanções setoriais para ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. A agência também sancionou quase 60 entidades, pessoas e embarcações ligadas a redes nucleares, de mísseis, cibernéticas e petrolíferas.

A nova determinação permite ao OFAC punir indivíduos e empresas estrangeiros que operem no setor de ativos digitais do Irã ou que prestem serviços para sustentar essa atividade. Segundo o Tesouro, o país tem usado cada vez mais criptomoedas como ferramenta para contornar sanções, inclusive em transações associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a integrantes do governo.

Para o leitor no Brasil, o caso reforça como cripto pode aparecer em disputas geopolíticas e em ações de controle financeiro, algo que também interessa a reguladores como BCB e CVM quando o tema é rastreabilidade e compliance.