O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (1º) o confisco de US$ 560 mil em criptomoedas ligadas a doações ao Hamas, valor que representa aprox. R$ 3,25 milhões. A ação também atingiu plataformas de comunicação e sites usados pelo grupo.

O FBI diz ter rastreado um endereço de USDT na rede Tron a partir de um grupo no Telegram em que integrantes das Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, pediam doações por e-mail. Segundo a investigação, a carteira identificada recebeu 34 depósitos entre 11 e 21 de fevereiro de 2025, somando 25.211 USDT.

O caso levou à identificação de sete carteiras ligadas ao grupo e de contas em corretoras como BTCTurk e Binance. A Tether congelou cerca de US$ 15.650 em maio de 2025, e a Binance bloqueou cerca de US$ 23.795 associados ao Hamas.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, o caso mostra como autoridades conseguem ligar carteiras, corretoras e domínios a fluxos suspeitos de cripto, algo que também interessa ao trabalho de compliance e investigação financeira aqui.

Brett Leatherman, diretor-assistente da Divisão Cibernética do FBI, afirmou que o Hamas usava criptomoedas e plataformas online para pedir recursos e tirar esse dinheiro do sistema financeiro formal. O órgão também diz ter apreendido domínios e servidores controlados pelo grupo e reunido dados de milhares de pessoas que tentaram enviar doações.