Os Estados Unidos transferiram cerca de US$ 288 milhões (aprox. R$ 1,4 bilhão) em BTC e ETH para a Coinbase Prime na manhã de segunda-feira (13), segundo a plataforma de rastreamento on-chain (monitoramento público de transações em blockchain) Arkham. A movimentação envolveu cerca de 3,8 mil BTC, avaliados em US$ 235 milhões (aprox. R$ 1,2 bilhão), e 30 mil ETH, no valor de US$ 53 milhões (aprox. R$ 265 milhões).
O que aconteceu: os bitcoins teriam origem em apreensões feitas por autoridades dos EUA, enquanto os ethers estariam ligados a um caso de lavagem de dinheiro. A Coinbase Prime é a corretora escolhida pelo governo americano para fazer a custódia (guarda dos ativos) de criptomoedas confiscadas.
Por que importa: embora a operação seja, por enquanto, só uma transferência, o envio para uma exchange (plataforma de negociação) costuma ser lido pelo mercado como um possível passo antes da liquidação. Isso ganhou peso porque, em março de 2025, Donald Trump assinou uma ordem executiva criando uma Reserva Estratégica de Bitcoin e determinou que os BTC destinados a essa reserva não fossem vendidos.
José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, afirmou que ativos apreendidos em processos criminais seguem um rito jurídico próprio e que a ida para a Coinbase Prime pode ser apenas a etapa administrativa final desse processo. Ao mesmo tempo, ele disse que o movimento entra em choque com a diretriz anunciada por Trump para o bitcoin, enquanto o ethereum teria mais liberdade de gestão pelo Tesouro dos EUA por estar sob outro regime jurídico.
Em números: segundo Ribeiro, o governo dos EUA ainda detém cerca de US$ 20,6 bilhões (aprox. R$ 103 bilhões) em criptoativos. Os (aprox. ) transferidos agora representam uma fatia pequena desse total, mas, nas palavras do executivo, o efeito potencial está mais na narrativa do que no volume.



