O Departamento de Justiça dos EUA sancionou dez membros do Tren de Aragua acusados de participar de mais de 1.500 ataques contra caixas eletrônicos. As perdas são estimadas em US$ 40,73 milhões (aprox. R$ 224 milhões, considerando uma cotação de R$ 5,50 por dólar).

O esquema usava um tipo de ataque conhecido como jackpotting, no qual criminosos instalam um malware (programa malicioso) para explorar vulnerabilidades do caixa eletrônico. Ativado remotamente, o software permite enviar comandos que fazem a máquina liberar dinheiro sem débito em uma conta, até esvaziar o equipamento ou a operação ser interrompida.

Segundo as autoridades, os valores roubados eram transferidos entre integrantes da rede e posteriormente lavados com criptomoedas. Anibal Alexander Canelon Aguirre, conhecido como “Prometheus”, é apontado como líder da conspiração, suspeito de desenvolver o malware e listado entre os dez fugitivos mais procurados pelo FBI.

Uma investigação da Chainalysis rastreou o fluxo dos criptoativos e identificou uma infraestrutura compartilhada por organizações criminosas. Desde outubro de 2025, o Departamento de Justiça afirma ter indiciado 98 pessoas por envolvimento em esquemas de jackpotting de caixas eletrônicos.

Para o leitor no Brasil, o caso mostra que transações em criptomoedas podem deixar registros públicos na blockchain e ser rastreadas em investigações de lavagem de dinheiro.