Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, disse que o Bitcoin poderia chegar a US$ 500 mil (aprox. R$ 2,9 milhões) neste ciclo de alta se atingir metade do valor de mercado do ouro. O BTC era negociado perto de US$ 85.000 (aprox. R$ 493 mil) no momento citado, o que implicaria uma alta de cerca de 490% até esse patamar.
A comparação com o ouro foi feita em uma conversa com a Bitcoin Magazine, publicada no sábado (3). Sigel afirmou que, para investidores institucionais, a decisão passa pelo risco aceito em carteira: segundo ele, o Bitcoin é cerca de três vezes mais volátil que o ouro, o que pode levar gestores a ajustar o tamanho da posição conforme essa diferença.
Na própria VanEck, cerca de 2% dos ativos sob gestão estão em estratégias ligadas a ativos digitais, enquanto ouro e exposição a mineradoras do metal somam cerca de 13% dos ativos. Sigel também comparou a logística do ouro físico, que envolve transporte internacional e custos elevados, com a transferência de Bitcoin, que pode ser feita a custo baixo pela rede.
O executivo citou ainda a adoção soberana e o aumento no número de países que mineram Bitcoin como pontos acompanhados pela gestora. Mineração, nesse caso, é o processo de validação de transações da rede em troca de novos BTC e taxas.
A VanEck também trabalha com cenários de prazo mais longo. No início do ano, a gestora publicou uma análise em que o Bitcoin poderia chegar a US$ 2,9 milhões (aprox. R$ 16,8 milhões) em 2050, com retorno anual de 15%. Na conversa, Sigel mencionou um modelo que leva o BTC a cerca de US$ 3 milhões (aprox. R$ 17,4 milhões) até 2050 se a criptomoeda ganhar uma fatia relevante do comércio global. Hoje, o ouro tem valor de mercado de US$ 29 trilhões (aprox. R$ 168,2 trilhões), contra (aprox. ) do .



