Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos perderam US$ 729 milhões (aprox. R$ 3,65 bilhões) em dois pregões, enquanto a criptomoeda voltou a negociar perto do custo médio estimado dos investidores desses fundos. Os ETFs são fundos negociados em bolsa que, nesse caso, oferecem exposição ao preço do Bitcoin à vista.
Segundo James Seyffart, analista da Bloomberg Intelligence, o preço médio de entrada desses investidores é de US$ 81.722 por Bitcoin (aprox. R$ 408,6 mil). A cotação havia superado esse nível em setembro, mas recuou para US$ 81.607 (aprox. R$ 408 mil), após uma queda de 2,2% em 24 horas. Com isso, a posição média voltou a apresentar uma pequena perda.
Os dados da Farside mostram retiradas de US$ 484,9 milhões (aprox. R$ 2,42 bilhões) em 7 de outubro e de US$ 244,1 milhões (aprox. R$ 1,22 bilhão) no dia seguinte. Os resgates apagaram o saldo positivo do início do mês e levaram o resultado acumulado até 8 de outubro a uma saída líquida de US$ 407,4 milhões (aprox. R$ 2,04 bilhões). A proximidade do preço de entrada pode estimular investidores que passaram meses no prejuízo a sair quando recuperam o capital.
A distribuição das retiradas, porém, mostra diferenças entre os fundos. O FBTC, da Fidelity, acumulou saídas de US$ 408,1 milhões (aprox. R$ 2,04 bilhões) entre 1º e 8 de outubro, com resgates em cinco dos seis pregões. Esse valor supera a saída líquida de todo o segmento porque outros produtos receberam recursos. O IBIT, da BlackRock, teve entradas líquidas de US$ 332,5 milhões (aprox. R$ 1,66 bilhão) no mesmo intervalo.
Mesmo com saldo positivo, o IBIT não escapou das vendas: em 7 de outubro, registrou seu maior resgate do mês, de US$ 207,7 milhões (aprox. R$ 1,04 bilhão). O contraste entre BlackRock e Fidelity indica que a pressão não está distribuída de maneira uniforme entre os investidores dos ETFs.



