A FinCEN, unidade de combate a crimes financeiros do Departamento do Tesouro dos EUA, afirmou ter identificado US$ 12,7 bilhões (aprox. R$ 73,7 bi) em transações com criptomoedas ligadas a centros de golpes no exterior. O levantamento aponta que organizações criminosas transnacionais baseadas em complexos no Sudeste Asiático estiveram por trás de boa parte das fraudes que atingiram moradores dos Estados Unidos.

Segundo o relatório divulgado na quinta-feira, a análise reuniu mais de 33 mil comunicações sobre suspeitas de golpes com cripto apresentadas entre setembro de 2023 e dezembro de 2025. No total, esses registros apontaram cerca de US$ 13 bilhões (aprox. R$ 75,4 bi) em transações financeiras.

Entre os casos mapeados estão o chamado “abate do porco”, os golpes românticos e outros esquemas de confiança com criptomoedas. Nesses casos, a vítima é convencida a aplicar dinheiro em criptoativos com promessas falsas de retorno elevado.

“Os golpes de investimento em ativos digitais representam hoje uma das ameaças mais significativas de fraude contra os americanos”, disse Gene Lange, que atua como subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira.

Para quem investe do Brasil, o alerta é direto: fraudes com criptomoedas costumam começar em redes sociais, aplicativos de mensagem e relacionamentos online, com promessa de lucro rápido e pressão para enviar recursos.