A FinCEN, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos voltado ao combate a crimes financeiros, retirou uma proposta que previa novas exigências para transações de criptomoedas enviadas a carteiras de autocustódia, controladas diretamente pelos próprios usuários. A medida abandonada havia sido publicada em dezembro de 2020.

Pela proposta anterior, instituições financeiras teriam de apresentar relatórios sobre clientes que enviassem mais de US$ 10.000 (aprox. R$ 58 mil) para esse tipo de carteira. Segundo o órgão, a retirada faz parte dos esforços do governo de Donald Trump para adequar a regulamentação de ativos digitais.

A FinCEN também cancelou uma proposta publicada em 23 de outubro de 2023 que classificava o mixing internacional de ativos virtuais como uma atividade de principal preocupação com lavagem de dinheiro. Mixers são ferramentas que dificultam o rastreamento de transações em blockchain.

O documento reconhece que agentes ilícitos usam mixers para esconder e lavar fundos, mas afirma que usuários legais também podem recorrer a essas ferramentas para preservar a privacidade financeira. A FinCEN disse que continuará monitorando o setor e poderá adotar novas medidas contra atividades criminosas.