Os fluxos transfronteiriços de stablecoins cresceram 77,5% nos 12 meses encerrados em junho de 2026, segundo a Chainalysis. O avanço ocorreu enquanto o mercado cripto mais amplo encolheu 37% no mesmo intervalo.

No 2026 Global Crypto Adoption Index, a Chainalysis informou que essas transferências chegaram a US$ 220,3 bilhões (aprox. R$ 1,21 trilhão), acima dos US$ 124,2 bilhões (aprox. R$ 683,1 bilhões) registrados no período anterior de 12 meses. A capitalização total do mercado de criptomoedas caiu para US$ 2,1 trilhões (aprox. R$ 11,55 trilhões).

Stablecoins são criptomoedas desenhadas para acompanhar o valor de outro ativo, geralmente o dólar. Na prática, elas podem ser usadas em pagamentos, remessas internacionais e preservação de valor em economias com moeda local mais instável.

Para quem está no Brasil, o dado ajuda a explicar por que stablecoins seguem relevantes mesmo em ciclos ruins de preço: o uso como “dólar digital” pode ter lógica diferente da aposta especulativa em criptoativos.

“O mercado de baixa atingiu a metade das criptomoedas sensível aos preços e deixou intacta a metade voltada para pagamentos”, afirmou a Chainalysis.