O Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou US$ 138 milhões (aprox. R$ 800 milhões) a El Salvador, dentro de um acordo de 40 meses aprovado em fevereiro de 2025. O programa prevê uma linha de crédito total de US$ 1,4 bilhão (aprox. R$ 8,1 bilhões).

Na avaliação divulgada na quinta-feira (1º), o FMI citou avanços nas reformas do setor financeiro, na transparência fiscal e nas medidas contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. A instituição também destacou a transferência do controle majoritário da carteira digital governamental Chivo para uma operadora privada.

O fundo, porém, afirmou que alguns critérios não foram cumpridos, incluindo a acumulação de Bitcoin (BTC). O governo salvadorenho informa manter 7.792 BTC em reservas e seguir com a aquisição de um bitcoin por dia. Segundo o FMI, as moedas recentes seriam recebidas por meio de doações privadas, e não compradas diretamente pelo Estado.

O acordo prevê esforços para reduzir a participação do governo em atividades ligadas ao Bitcoin, reforçar a regulação e a governança dos criptoativos e ampliar a transparência das reservas públicas. El Salvador adotou o BTC como moeda em 2021, mas a criptomoeda deixou de ter curso forçado em 2025. O presidente Nayib Bukele compartilhou o relatório do FMI e ressaltou o trecho que descreve o desempenho econômico do país.