A Foundry USA começou a consultar seus clientes de mineração sobre o BIP-110, uma proposta de atualização do Bitcoin que pode restringir a quantidade de dados armazenados nas transações. Na prática, a medida busca frear usos não monetários da rede, como os ordinais (inscrições de dados na blockchain).

O que aconteceu: a pool, hoje a maior do mundo em poder de processamento, enviou aos mineradores um link por e-mail para que eles votem sobre a forma como a Foundry deve sinalizar a proposta. A empresa também publicou materiais explicando o conteúdo do BIP-110.

Por que importa: o tema divide a comunidade porque mexe em um debate antigo sobre qual deve ser o uso da rede Bitcoin. De um lado, há quem defenda limites mais rígidos para dados fora de transferências financeiras. Do outro, há resistência a mudanças que possam restringir certos tipos de transação.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, a discussão ajuda a entender como decisões técnicas da rede Bitcoin podem afetar custos, uso da blockchain e o debate sobre prioridades do protocolo.

A votação da Foundry deve ser encerrada no bloco 961.632, esperado para o início de agosto. O BIP-110 é tratado como um soft fork (atualização compatível com versões anteriores da rede), mas sua adoção segue em discussão entre participantes do ecossistema.