Sheldon Xia, fundador da BitMart, afirmou no sábado (8) que a corretora “não desapareceu” e que segue trabalhando para processar saques pendentes. A declaração foi publicada depois de cerca de 15 dias de silêncio, enquanto clientes relatam dificuldades para retirar criptomoedas da plataforma desde o anúncio de encerramento das operações, em 26 de julho.
O que aconteceu: Xia disse que a equipe principal ainda faz o levantamento e a consolidação dos ativos, além da manutenção do sistema, com o objetivo de garantir um fechamento ordenado. Segundo ele, a empresa não desviou ativos nem tomou medidas para retirar fundos antes do encerramento, e avalia envolver tribunais e auditores independentes para produzir um relatório transparente.
Por que importa: a crise ganhou força porque a BitMart não apresenta prova de reservas e já sofreu um hack de US$ 200 milhões (aprox. R$ 1,1 bi) em 2021. Isso alimentou suspeitas de insolvência, ou seja, de que a corretora poderia não ter recursos suficientes para atender todos os pedidos de saque.
Clientes reagiram com mais críticas após a postagem. Entre as queixas, usuários afirmam que o limite máximo de retirada foi reduzido para US$ 2.000 (aprox. R$ 11,6 mil) sem aviso prévio e que as taxas de transação em blockchains foram elevadas. Também circulam relatos de ações judiciais e capturas de tela com pedidos de saque incompletos.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça o risco da custódia em corretoras: quando a plataforma guarda seus criptoativos, você depende dela para conseguir sacar.




